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Qual o processo para a criação de uma identidade?

A criação da identidade é o início da história de uma empresa e a representação do seu posicionamento no mercado em que atua.
Para que a ela seja realmente única e inviolável existem oito aspetos chave no processo da sua criação.

1. Simples, memorável, intemporal, versátil, apropriado
Temos a consciência de que concentrar toda a essência de uma empresa numa identidade é um trabalho árduo. Porém, é o único caminho para garantir que os clientes ou potenciais clientes facilmente reconhecem a marca. E para isso é necessário conseguir atingir o equilíbrio entre a clareza da mensagem e a simplicidade do conjunto gráfico.
Uma identidade eficaz fica na memória do público por ser precisa, distintiva e clara.
Será que daqui a 10, 20 ou 40 anos a identidade ainda será eficaz?
Será que resistirá ao teste do tempo?
Por exemplo, a identidade da Nike sofreu poucas alterações, o estilo foi modernizado, mas o conceito é o mesmo.

© inkbotdesign
© inkbotdesign

Uma boa identidade tem de ser versátil na forma como se comporta quando é aplicado a vários suportes de comunicação.
A identidade deve ser adequada ao propósito pretendido. Se pensarmos na identidade de uma Agência Funerária, será apropriado a utilização de uma tipografia simples e discreta em conjugação com uma paleta cromática que reforce o seu posicionamento. Contudo, não deveremos aplicar estes mesmos princípios a uma identidade de um setor distinto.
Se utilizarmos o caso da identidade da Agência Funerária Santos & Bárbara e da identidade da Ormã, rapidamente apercebemo-nos de que as escolhas visuais tanto a nível de tipografia como de paleta cromática funcionam para o setor das mesmas. Se alterássemos estes aspetos visuais entre estas duas identidades perdíamos a mensagem transmitida e a eficácia das mesmas.

2. Análise e pesquisa da concorrência e tendências
Saber como a concorrência se apresenta, que elementos gráficos utiliza, qual a paleta cromática, como comunica os seus produtos/serviços é uma das formas de perceber o que já existe e saber como se distinguir da multidão.
A compreensão das tendências, das mais carismáticas às mais modernas empresas do mercado nacional e internacional, ajudam-nos a escolher os diferentes caminhos que trilhar para a criação da identidade.

3. Público-alvo
Saber quem é o público-alvo e/ou definir o target que a identidade pretende captar, é um passo importante para a criação de toda a estratégia de comunicação.

4. Conceito
Com todas as informações já recolhidas e primeira análise da concorrência terminada é altura de trabalhar no conceito. A identidade deve expressar, mesmo que subtilmente, o serviço prestado e a essência da marca. Voltando ao caso da Agência Funerária Santos & Bárbara:

De uma mão que agarra um singelo ramo, nasce uma pomba, simbolizando o cuidado no serviço prestado pela agência funerária Santos & Bárbara. A ideia desta identidade é a de que ao escolher esta empresa para o serviço fúnebre dos seus entes queridos se está a escolher uma empresa que dá uma atenção especial aos pormenores com um toque muito humano. O tipo de letra escolhido é simples e discreto, como deve ser o serviço prestado por este tipo de empresas. As cores bege/dourada e azul escuro, reforçam o posicionamento da empresa: serviço de alto valor, confiável e despretensioso.
Se analisarmos o caso da identidade Fornarina, que se trata de uma empresa de Flammkuchen uma espécie de "pizza alsaciana", temos 4 diferentes propostas para um mesmo conceito. Porém representadas com estilos distintos, de acordo com o posicionamento que se queria criar para a marca e, em consequência disso, com o tipo de clientes que se pretendia atrair.

5. Esboço | Brainstorming
Não existe formula mágica para a criação de uma identidade de sucesso ao primeiro esboço. A fase dos esboços é uma das fases mais importante de consolidação de toda a análise feita anteriormente, podemos conjugar todas as ideias que pretendemos através de um brainstorming e depois começar a esboçar as ideias no papel.

6. Tipografia
Um dos pilares de qualquer identidade, a tipografia.
É um processo complexo que implica a análise de vários pontos como: a escolha da família tipográfica, anatomia dos tipos, com ou sem serifa, corpo do tipo, eixos, caixas altas e baixas, variações, legibilidade, etc.
Um dos pontos a ter em atenção, é a escolha entre uma fonte com ou sem serifa. As letras serifadas são utilizadas em identidades mais clássicas, enquanto as outras são mais indicadas para identidades modernas. Mas nem sempre este princípio vigora porque o envolvimento gráfico e cromático poderá reforçar ou inverter a mensagem do tipo de letra.

Um dos exemplos de como a escolha da fonte é extremamente importante e altera a identidade visual:

© chanel | pontofmag
© chanel | pontofmag

7. Paleta Cromática
Quando selecionamos uma cor temos de ter em atenção quais são os sentimentos que queremos transmitir e qual a paleta de cores que queremos trabalhar. Partilhamos aqui um exemplo da psicologia da cor no design das identidades:

8. Manual de normas
O manual de normas é um suporte importante que transmite as linhas orientadoras para a correta aplicação da identidade. São apresentadas as várias versões da identidade, racional criativo para a construção da mesma, a tipografia, paleta cromática, dimensões mínimas, versões cromáticas, comportamentos sobre fundos de cor e fundos fotográficos e as aplicações incorretas.

© Ana Pereira, designer de comunicação